Que mais dizer do amor, quando ele chega através de palavras tão doces? Esse é um Eduardo ainda mais lírico do que sempre tem sido...
No contraponto, a análise ácida de Paulo Motta das manifestações pelo país.
Duas pérolas que roubo sem remorso...
De Eduardo Magrão Menezes
Quero a luz dos teus olhos
Tua sede de amar
Tua pele arrepiada
Tua boca pra beijar
Serás amor perfeito
E serei teu beija-flor
Sugarei todo teu néctar
Doce gosto de amor
Também serei jardineiro
Nas nuances da paixão
Regando com muitos beijos
Minha flor do coração
De Paulo Motta
Um monumental protesto em todo o Brasil. Avassalador, contagiante, apesar dos marginais que participam com intenções menos nobres. Uma manifestação como nunca se viu neste país. Jovens, veteranos, homens, mulheres de saco cheio dessa roubalheira e falta de respeito com o ser humano brasileiro. Audazes, ousados, indignados! E acéfalos. Cadê os líderes, os homens que deveriam conduzir essa massa furiosa? Esperava que a nossa presidente surgisse como um norte, como uma verdadeira condutora do rumo desse megaevento que entrará pra história do Brasil. Em rede nacional, comportou-se como se estivesse diante de uma greve dos metalúrgicos ou dos servidores federais. Disse obviedades, talvez para ganhar tempo, esperando que o movimento, com o tempo, se fragmente e esmoreça diante de seus olhos, o que seria de uma ingenuidade absurda. Mas como mudar o que está aí se continuarem os que estão lá? Não estamos em 61, quando Brizola - governador do RS - formou a Rede da Legalidade e o Tancredo assumiu, num regime parlamentarista, como Primeiro Ministro e o Jango, Presidente. Não há nenhuma liderança que una esses brasileiros em torno de alguma proposta. O único rosto que vejo em todo o lugar é o do Guy Fawkes, de bigode e cavanhaque, nas máscaras da garotada. Máscaras baseadas no personagem Codinome V, do filme V de Vingança, por sua vez inspirado no gibi homônimo que circulou no final da década de 80. Guy Fawkes foi enforcado em 1606 por participar da Conspiração da Pólvora, movimento que pretendia explodir o parlamento inglês. Mas Codinome V é ficção! Se fossem máscaras do Joaquim Barbosa seria compreensível; me parece que na ausência de gente de carne e osso, apela-se pra ficção que seja mais próxima da realidade. Buenas noches.

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