segunda-feira, 30 de setembro de 2013
O FAROL
Num dia iluminado pelos sonhos realizados, ganhei um sapato de verniz. Era vermelho, como que encerado, e brilhava como um sol de meio-dia. E como era duro! A espessa tinta sobre o couro deixava o pé com a sofrível missão de nos conduzir em passeios importantes, com um pouco mais de elegância feminina, quase inexistente nas aventuras do dia-a-dia. Ganhei o sapato de verniz, era domingo e, de mãos dadas com o pai, saímos a inaugurá-lo pela cidade. Meu sorriso brilhava mais que o verniz e, a cada conhecido que encontrávamos, tratava de tirar alguma poeira do pé incandescente ou o coçava, na ilusão de disfarce.
Já estávamos a várias quadras da nossa casa e, mesmo com o sacrifício das bolhas que já se formavam, eu estava feliz. Tinha uns 8 anos, era magra como um palito e saltitava olhando pra todos os lados atrás de conhecidos pra quem exibir meu presente. A cidade estava trocando sua iluminação pública e tinham sido feitos, na beira das calçadas, buracos de mais de um metro de cumprimento e estreitos para encaixe dos novos postes. Eu vinha tão distraída que caí direto num dos buracos. Os braços abertos sobraram do lado de fora, o que me salvou, mas fiquei trancada no buraco por algum tempo, até que o pai, com a ajuda de passantes que alargaram a borda, conseguisse me esfolar até a calçada. Mas oh, tragédia! Na subida, enquanto me puxavam, caiu um dos sapatos no buraco. E não houve jeito de resgatá-lo naquele momento. Se até então eu vinha resistindo heroicamente, nesse momento abri o maior bocão de todos os tempos.
Voltei pra casa triste figura, esfolada, imunda, com um pé só de sapato, cheia de bolhas calçadas e descalçadas e num choro de ensurdecer. O pai, como sempre apaziguador, prometeu-me ir no outro dia antes das 7 da manhã, quando os homens iriam colocar os postes. E as 10 pras 7 estávamos lá! Para meus olhos, o inacessível sapato vermelho brilhava no buraco, como se as luzes da cidade já estivessem todas ligadas. E enquanto esperava, acocada na borda, em fiel vigília, não sabia ainda que estava aprendendo a não desistir dos sonhos, mesmo que as esquinas nos levem a caminhos obscuros. Estava aprendendo que nas mãos de quem nos ama brilha um farol a nos descrever os rumos disponíveis e como atravessá-los em paz.
Ali, consciente apenas de que ia unir novamente os pés dos meus sapatos de verniz, esperei os homens chegarem com as ferramentas apropriadas e pescarem, sem dificuldades, o solitário e meio embarreado pedaço do meu sonho quase desfeito.
domingo, 29 de setembro de 2013
Véspera de um novo amor ou liberdade? Eduardo e Motta nos falam sobre o estar-solteiro e, é claro, com o enfoque característico de cada um, que já aprendemos um pouco a conhecer...
De Eduardo Magrão Menezes
Ah... O amor...
Belo, lindo,
Apaixonante amor!
És alegria da vida!
Cor da flor,
Lua do céu,
Asas do beija-flor!
Amor rompido?
É tristeza passageira,
Pequena vida solteira,
Véspera de novo amor!
Os bons momentos
Ficarão no peito.
Sou assim...
Não tem jeito!
Está agora livre
Pra amar, meu coração...
Que procura nova musa
Pra servir de inspiração!
Prometo amor e carinho
Lealdade, dedicação
Pra quem trouxer alegria
Ao meu velho coração!
De Paulo Motta
Continuando as comemorações do Dia do Solteiro - e da Solteira - começou, hoje, a Oficina da Solteirice, que lhes ensinará como degustar momentos deliciosos como acordar às duas da manhã e passar naquele boteco que serve um bife mal-passado, com dois ovos de pato, também mal-passados, e uma cerveja Pérola inigualável, sem ter que passar por uma inquisição do tipo: "Onde tu vai a essa hora? Quem é a lambisgóia que tu vai atrás? Vou contigo! Ah, tá, vai comer bife às duas da manhã! Me conta que eu gosto!". Haverá aulas de administração doméstica, orientando sobre faxina e como se desfazer de lençóis imundos sem ter que lavá-los. Para quais instituições doá-los e onde comprar mais barato outros novos. Descobrirás os milagres operados pelos detergentes poderosos, no seu banheiro com limo, e como fazer um documentário com os moluscos exóticos do seu banheiro, e vendê-lo pro National Geographic. Às 23h, um monólogo balzeado em Balzac, será interpretado pela Henriqueta Brieba. A entrada é franca para casais. Um dos pontos altos da Oficina será fazer a bainha da calça com grampeador e transformar cuecas usadas em delicados porta-sabonetes e recipientes para experiências escolares com feijão. Beber água direto na jarra da geladeira requer prática e habilidade, que lhes será ensinado, também. E a conscientização dos benefícios da solteirice - ou solteirismo, como chamam alguns ornitólogos - e um deles é não se preocupar em deixar o celular sempre à vista, sob severa vigilãncia, pois não terá ninguém pra furungar nele e perguntar: "Quem é essa Gaby Kiss?". Nem ninguém pra controlar o tempo de duração das garrafas de goró, no barzinho da sala. Beijão pra todos.
sábado, 28 de setembro de 2013
sexta-feira, 27 de setembro de 2013
Os últimos nunca serão os primeiros
Não existe chegada
para os que avançam em absorção
daquilo que contemplam
Existe um estado de ser
de permanecer até as últimas conseqüências
de sua caminhada
Porque viver
viver em plenitude
é muito mais que a meia dúzia de passos
nessa desenfreada guerra até a linha
Não existe chegada
para os que avançam em absorção
daquilo que contemplam
Existe um estado de ser
de permanecer até as últimas conseqüências
de sua caminhada
Porque viver
viver em plenitude
é muito mais que a meia dúzia de passos
nessa desenfreada guerra até a linha
quinta-feira, 26 de setembro de 2013
A CELEBRIDADE
Meu primeiro emprego foi aos 7 anos. Era secretária do programa de auditório "Nossos filhos se divertem", transmitido pela Rádio Cachoeira em cada domingo de manhã, criação de José Schneider Filho, o seu Schneider, que foi diretor da Rádio por mais de 30 anos e revolucionou o conceito de participação do público no interior, com programas de calouros, shows e rádio-teatro ao vivo. A Rádio Cachoeira foi chamada de "A Escola do Rádio" pelos valores que descobriu e até hoje enriquecem o jornalismo nacional.
O programa "Nossos filhos se divertem" lotava um auditório de entusiasmadas crianças, principalmente pelo quadro "Histórias que a Vovó Conta", com a vovó Olga Bandeira. Eu ajudava o seu Schneider na apresentação dos convidados ou alcançando os papéis com os nomes dos presentes no auditório, para sorteio de brindes, missão extremamente complicada pois invariavelmente eu misturava tudo ou perdia algum papel importante e tinha de ficar ajoelhada procurando. Adorava a função e me sentia o máximo. Durante a semana seguia o colégio e as aventuras, como qualquer criança, mas domingo a vida era um espetáculo à parte. Por isso, ficar sem o programa era o pior castigo que podia haver. Dependendo do grau da peraltice era um ou mais domingos de proibição.
Numa brincadeira absurdamente perigosa com meu primo David, quatro anos mais moço que eu, jogávamos uma pedra e o outro tinha de pegar e a jogar de volta. Como ele era muito pequeno, raramente conseguia aparar e numa dessas vezes a pedra o atingiu diretamente, causando-lhe um corte que levou pontos e até hoje, cinqüenta anos depois, ainda está tatuado em sua testa. Claro que fiquei muitos domingos sem poder ir ao programa e quando voltei o seu Schneider perguntou, ao vivo e em frente a todo o auditório, por onde eu andava. Respondi alto e bom som: "estava de castigo!". Tive de contar o motivo e ele aproveitou para distribuir conselhos às crianças que assistiam o programa. E a cidade inteira ligava o rádio domingo de manhã! Transformei-me, repentinamente, numa celebridade às avessas, como exemplo de crime e castigo adaptados à nossa idade e a cada vez que era impedida de ir ao programa, precisava contar ao vivo o motivo da sentença.
Não sei bem quando tudo terminou, se perdi o interesse ou cansou-me essa exposição que eu mesma havia criado. Mas quando penso naqueles tempos, vem-me sempre à memória a magricela loirinha no palco dizendo que esteve de castigo, sem ter noção de que alguém, em algum lugar da cidade, pode ter desviado a rota de caminhos obscuros, em função das palavras do seu Schneider, que derivaram do mais inocente ato de espontaneidade.
quarta-feira, 25 de setembro de 2013
terça-feira, 24 de setembro de 2013
O ESTRANGEIRO
Passar alguns dias em Floripa lembrou-me os dois anos em que morei lá, no início da década de 90. Mudei-me com mala, cuia e bicharada, para montar um camping na praia de Armação do Pântano do Sul, na ilusão de que a sensação de férias permanente ia vencer todas as dificuldades e a constante ebulição de minhas emoções. Mas em 91 ainda venciam as promessas e meu primeiro aniversário lá, em outubro, foi inesquecível. A aventura começou cedo, com uma caminhada até a Praia da Solidão, que naquela época era ligada ao Pântano do Sul por uma trilha. O dia estava lindo e o chão forrado de folhas formava um tecido xadrez. Acima o arvoredo quase intocado e à frente o mar, sereno mar a retocar meus desejos com o melhor presságio. A nota triste era a quantidade de pingüins mortos à beira da praia. Mas de repente, um quase imperceptível movimento acima de meu acampamento e lá estava um pingüim com um leve tremor, como se a vida demorasse em se despedir. Tinha um enorme machucado nas costas, mas respirava, e o meu passeio terminou ali. Voltei pra casa com a cesta de piquenique intocada, mas decidida a trancar as forças restantes em seu corpo até que pudesse ser ajudado. Mas não havia ninguém para ajudar. Liguei para o Ibama, para as secretarias do meio ambiente da Prefeitura e do Estado, para o correspondente catarinense ao Ceclimar, e nada. Ninguém estava disponível. O veterinário perto levou medo, então resolvi usar toda a minha experiência com meus bichos. Dei anti-inflamatório, antibiótico, limpava o ferimento com soro e colocava rifocina. Para alimentá-lo, o sistema GA (goela abaixo): soro caseiro e peixe passado no liqüidificador, bem aguado, várias vezes por dia. Uma semana depois ele acordou e levou outra para ficar em pé. Nessas alturas eu já havia feito amizade com os pescadores e ia até a praia esperá-los pelas seis horas da manhã, de onde vinha lotada de peixinhos para o cardápio do pingüim.
Mas Floripa começou a arder de calor e precisei tomar medidas extremas. Desocupei o freezer e coloquei-o a morar lá. Ligava e desligava e deixava a porta aberta para que ele pudesse sair quando quisesse. Quando não estava dormindo - no freezer - ele seguia meus passos pelo terreno como um pintinho em busca da mãe. Era um espetáculo à parte vê-lo sair de sua casa e ficar de bico aberto esperando os peixinhos que, rapidamente, desapareciam de sua boca. Ficou alguns meses comigo, até crescer um pouco e fortalecer-se para enfrentar as correntes marítimas. E chegou o triste dia em que meus amigos pescadores puderam levá-lo até alto mar, num futuro incerto, mas seu de direito.
O freezer voltou ao seu papel de gelar bebidas, mas já não era a mesma máquina. Eram paredes protetoras que albergaram uma existência quase encerrada e não a deixaram ir. Assim somos nós, quando nos perdemos como estrangeiros no meio da vida. Um simples aceno basta para que se vislumbre, mais uma vez, a luz encantada do caminho de casa.
segunda-feira, 23 de setembro de 2013
domingo, 22 de setembro de 2013
"Despejando água na cuia, lembramos nossas cascatas, que são véu de noiva das matas"... Esse é o Eduardo e sua parceria com a palavra, numa homenagem ao 20 de setembro. E sobre a palavra nos falam Gilnei Lima e Paulo Motta. A palavra e seu poder. Em nós que a tocamos e a quem tocamos com o que foi dito...
De Eduardo Magrão Menezes
BANDEIRA GAÚCHA NA MÃO
O orgulho de ser gaúcho
Vivendo Brasil afora
Não é desfilar bombacha
Andar de bota e espora
Seja qual for o estado
Desta grande nação
O gaúcho é reconhecido
Pela cuia em sua mão
É símbolo de amizade
A roda de chimarrão
Contando causos gaudérios
E a cuia de mão em mão
Na roda lembrando o pago
Saudando o amado torrão
Erguemos a cuia ao céu
Homenagem ao nosso rincão
Da farroupilha nação
É a cuia segunda bandeira
Onde a erva representa
Verdes campos da fronteira
E se o amargo é topetudo
Formando um monte bacana
Com certeza é homenagem
À linda região serrana
Bomba de prata e ouro
Cravejada de rubi
Fala das nossas riquezas
E do sangue guarani
Despejando água na cuia
Lembramos nossas cascatas
Que são destaques no turismo
Ou véu de noiva das matas
Fora do nosso Brasil
Em estrangeira nação
Se identifica um gaúcho
Pela cuia do chimarrão
Ela representa orgulho
De nascer neste torrão
O pedaço mais amado
Do Brasil, nossa união
Então te aprochega vivente
Vem provar um chimarrão
É o doce amargo que sorvo
Cultuando a tradição
20 de setembro de 2013
De Gilnei Lima
De Paulo Motta
Sabe quando a tua cabeça fervilha como se algo quisesse saltar pra fora dela, só que não encontra o caminho certo num labirinto sem esquinas, todo redondo feito um espiral infinito, até que esse algo, essa coisa que percorre curvas em altíssima velocidade, encontra uma fenda extemporânea e nasce, escoando pelos dedos e tomando conta dos teclados! É uma sensação quase celestial, orgásmica, delirante! Descubro isso a cada dia que passa e me torno dependente de escrever.
Nem sabia que poderia escrever coisa com algum sentido pros outros. Escrevia pra mim, como se fosse uma pia transbordante que tu abre o ralo e a água escoa. E, pra quem não me conhece, sou exatamente esse celeiro de bobagens e anarquia verbal. Me considero um bobo alegre e não vejo isso como uma coisa má, perniciosa, apenas um sujeito que gosta de rir com os amigos, sejam eles virtuais ou não!
Aliás, perniciosas seriam pernas femininas deliciosas e perigosas, pernas que locomovem quadris curvilíneos em suave bambolear, em perfeito compasso com os seios cinzelados por Michelângelo Buonarroti. Ombros cobertos por revolta cachoeira negra, que acompanha a suavidade dos movimentos do pescoço em minha direção. Os olhos, de uma noite profunda, sob sobrancelhas espessas de ancestrais mouros, me levam a sonhos impossíveis e irreais!
Acordo com a plantonista: "Tá na hora do remedinho do Paulinhooo!", eu quase respondo: "Vai tomar no cuuu-uuu!". Mas não posso, é uma questão de postura diplomática!
Boa noite a todos, sonhem com um final de semana maravilhoso, nos vemos na missa das 07:30h, tá bom?
De Eduardo Magrão Menezes
BANDEIRA GAÚCHA NA MÃO
O orgulho de ser gaúcho
Vivendo Brasil afora
Não é desfilar bombacha
Andar de bota e espora
Seja qual for o estado
Desta grande nação
O gaúcho é reconhecido
Pela cuia em sua mão
É símbolo de amizade
A roda de chimarrão
Contando causos gaudérios
E a cuia de mão em mão
Na roda lembrando o pago
Saudando o amado torrão
Erguemos a cuia ao céu
Homenagem ao nosso rincão
Da farroupilha nação
É a cuia segunda bandeira
Onde a erva representa
Verdes campos da fronteira
E se o amargo é topetudo
Formando um monte bacana
Com certeza é homenagem
À linda região serrana
Bomba de prata e ouro
Cravejada de rubi
Fala das nossas riquezas
E do sangue guarani
Despejando água na cuia
Lembramos nossas cascatas
Que são destaques no turismo
Ou véu de noiva das matas
Fora do nosso Brasil
Em estrangeira nação
Se identifica um gaúcho
Pela cuia do chimarrão
Ela representa orgulho
De nascer neste torrão
O pedaço mais amado
Do Brasil, nossa união
Então te aprochega vivente
Vem provar um chimarrão
É o doce amargo que sorvo
Cultuando a tradição
20 de setembro de 2013
De Gilnei Lima
Sergius Gonzaga PUBLICOU UM TEXTO MARAVILHOSO QUE FALA SOBRE O AMOR À LITERATURA. Minha modesta reflexão para o querido amigo Sergius.
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Hoje se me perguntam por que amo a literatura, posso responder: Ela é que me ama e eu correspondo. É uma caso antigo. Irremediável. Começou quando aprendi as primeiras letras desenhadas, logo depois que decodificava nas primeiras balbucias de leituras a espécie de encantamento.
Lia muito mal minhas primeiras palavras escritas. A literatura me respeita e me afaga. Me elogia, mesmo que meus escritos sejam feios, sem nexo ou sem respeito às regras gramaticais. Me incentiva dizendo: Não ligue se alguém criticar; os críticos, em sua maioria, são invejosos e tomados de um ressentimento encoberto. Escreva, escreva e escreva.
O meu segredo é ser literal, literalmente. Aceito todas as palavras em ordem ou desordem. Não te recolho o papel, quando escreves às avessas do regramento imposto pela academia. Mas talvez, mesmo que se tenha todo o respeito pelo esforço dos acadêmicos, lembraremos a eles que a literatura é livre, solta e sem forma definida, tal como o ar.
Todo o literato, aquele que escreve, respira. Então o ar é mais imprescindível para a literatura do que regras gramaticais e ortográficas.
Tudo que desejo desse meu amor por ti e, que sei ser correspondida, é que nunca me abandones, mesmo que seja escrever uma linha, poucas palavras que contenham o sentido mais puro dessa paixão. Escrevo por que preciso, e leio por ser Narciso.
De Paulo Motta
Sabe quando a tua cabeça fervilha como se algo quisesse saltar pra fora dela, só que não encontra o caminho certo num labirinto sem esquinas, todo redondo feito um espiral infinito, até que esse algo, essa coisa que percorre curvas em altíssima velocidade, encontra uma fenda extemporânea e nasce, escoando pelos dedos e tomando conta dos teclados! É uma sensação quase celestial, orgásmica, delirante! Descubro isso a cada dia que passa e me torno dependente de escrever.
Nem sabia que poderia escrever coisa com algum sentido pros outros. Escrevia pra mim, como se fosse uma pia transbordante que tu abre o ralo e a água escoa. E, pra quem não me conhece, sou exatamente esse celeiro de bobagens e anarquia verbal. Me considero um bobo alegre e não vejo isso como uma coisa má, perniciosa, apenas um sujeito que gosta de rir com os amigos, sejam eles virtuais ou não!
Aliás, perniciosas seriam pernas femininas deliciosas e perigosas, pernas que locomovem quadris curvilíneos em suave bambolear, em perfeito compasso com os seios cinzelados por Michelângelo Buonarroti. Ombros cobertos por revolta cachoeira negra, que acompanha a suavidade dos movimentos do pescoço em minha direção. Os olhos, de uma noite profunda, sob sobrancelhas espessas de ancestrais mouros, me levam a sonhos impossíveis e irreais!
Acordo com a plantonista: "Tá na hora do remedinho do Paulinhooo!", eu quase respondo: "Vai tomar no cuuu-uuu!". Mas não posso, é uma questão de postura diplomática!
Boa noite a todos, sonhem com um final de semana maravilhoso, nos vemos na missa das 07:30h, tá bom?
sábado, 21 de setembro de 2013
sexta-feira, 20 de setembro de 2013
quinta-feira, 19 de setembro de 2013
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